terça-feira, 6 de agosto de 2013

TENDINITES DE MÃOS E PUNHOS



As tenossinovites são freqüentes nas mãos e nos punhos, podendo apresentar diversas causas: idiopática, artrite reumatóide, artrite psoriática, doença de Reiter, hemocromatose, ocronose; doenças congênitas, xantomatoses; beta-hiperlipoproteinemia familiar; sarcoidose, síndrome parancoplásica; mixedema (hipotitoidismo); tumor de células gigantes; tenossinovite pigmentada vilonodular; infecções (gonococos, micobactérias, esporotricose); trauma direto e cristais.

TENOSSINOVITE DE DE QUERVAIN
Etiologia

Resulta da fricção repetitiva entre os tendões do abdutor longo e do extensor curto do polegar com suas bainhas tenossinoviais, decorrentes do excesso de movimentos do punho, tanto em desvio ulnar e radial como em flexão e extensão. Ocorre espessamento da bainha tendinosa dos músculos envolvidos, resultando em estenose e edema local. É a tendinite de punho mais freqüente em atletas e pode ocorrer com freqüência em atividades ocupacionais repetitivas, bem como na artrite reumatóide, artrite psoriática (e outras doenças inflamatórias sinoviais), trauma agudo e ocorrer na gravidez e no período pós-parto.
Quadro clínico
Os pacientes se queixam de dor em região próxima ao processo estilóide radial as manobras de pinçamento e a movimentos do punho. A presença do sinal de Finkelstein e clássica (desvio ulnar do punho com polegar flexionado reproduzindo a dor).

Tratamento
O tratamento depende do estágio da doença. Casos agudos respondem bem ao repouso através do uso de órteses associados à infiltração local de corticosteróides. Nos casos recorrentes pode se proceder a uma segunda ou terceira infiltração. Na ausência de melhora ou em lesões em estágios avançados, com presença de fibrose local, geralmente, são tratados cirurgicamente. O tratamento cirúrgico consiste na liberação do tendão através de incisão em sua bainha estenosante.
TENOSSINOVITE DIGITAL ESTENOSANTE
Etiologia
Também conhecida como "dedo em gatilho", é a lesão do esforço repetitivo mais comum da mão e se caracteriza por inflamação da bainha tendínea dos flexores dos dedos, particularmente do polegar, do terceiro e quarto dígitos (em ordem decrescente), e que resulta em fibrose e constrição localizada na primeira polia anelar, próxima à articulação metacarpofalangeana. Um nódulo tendíneo pode desenvolver-se no local da estenose. 
Suas causas mais comuns são: atividades repetitivas que exijam força de preensão, diabetes, amiloidose, hipotiroidismo, sarcoidose, artrite reumatóide e psoriática, tenossinovite vilonodular pigmentada e infecções. Atletas podem evoluir com inflamação aguda e dedo em gatilho resultante da pressão direta de raquetes ou bastões sobre estes tendões.
Quadro clínico
Dor na face flexora dos dedos associada a um bloqueio do dedo em flexão, que pode ser revertida, na maioria das vezes, por uma extensão passiva.
Tratamento
Repouso através do emprego de órteses, medicações antiinflamatórias e infiltração local. Nos casos refratários é indicada a liberação cirúrgica da primeira polia.

CONTRATURA DE DUPUYTREN
É caracterizada por espessamento nodular e posterior contração da fáscia palmar, ocasionando flexão do dedo na articulação metacarpofalangeana. Os dígitos mais afetados são, em ordem decrescente, quarto, quinto, terceiro e segundo quirodáctilos. Nódulos fibróticos na fáscia palmar são as anormalidades mais precoces. 
A doença de Dupuytren tem predisposição familiar, sugerindo dominância autossômica e tem sido observado em associação com epilepsia, alcoolismo, diabetes, algoneurodistrofia, doença pulmonar crônica, fasciite nodular poplítea, fibromatose plantar e com a doença de Peyronie.
OUTRAS TENDINITES DOS PUNHOS E MÃOS
- Tendinite do músculo extensor ulnar do carpo: É observada freqüentemente em jogos esportivos de raquete que requerem movimento de repetição do punho. Clinicamente, os atletas apresentam sensibilidade e dor ao longo do sexto compartimento dorsal.
- Tendinite do flexor radial do carpo: Relacionado ao excesso de movimentação do punho observado em jogadores de raquete e golfistas ou secundária a processos inflamatórios da articulação trapézio-escafóide. Clinicamente há sensibilidade na inserção deste tendão associado a dor em seu trajeto durante a flexão do punho contra-resistência.

- Lesões do flexor ulnar do carpo: Também observada com freqüência em jogadores de raquete. Geralmente o atleta reclama de dor na porção ulnar do punho e apresenta sensibilidade ao longo do trajeto do flexor ulnar do carpo.
Como as demais tendinites, estas respondem bem inicialmente ao repouso com órteses, emprego de antiinflamatórios não hormonais ou injeções locais de corticosteróides. Os casos refratários podem ser tratados cirurgicamente.

Nenhum comentário:

Postar um comentário