quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

LEI Nº 8080/90


Dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e funcionamento dos serviços correspondentes.

A saúde é um direito fundamental.

O dever do estado de garantir  saúde consiste na formulação e execução de políticas econômicas e sociais que visem à redução de riscos de doenças e de agravos e no estabelecimento de condições que assegurem o acesso universal e igualitário Às ações e aos serviços para a promoção, proteção e recuperação.

A saúde tem como fatores determinantes e condicionantes, entre outros, a alimentação, moradia, saneamento básico, meio ambiente, trabalho renda, educação, transporte, lazer, acesso aos bens e serviços essenciais.

O SUS consiste no conjunto de ações e serviços de saúde, prestados por órgãos e instituições públicas federais, estaduais e municipais, da Administração direta e indireta e das fundações mantidas pelo Poder Público.

A iniciativa privada poderá participar do SUS em caráter complementar.

- OBJETIVOS DO SUS:

·         Identificação e divulgação dos fatores condicionantes e determinantes da saúde;

·         Assistência às pessoas por meio de ações de promoção, proteção e recuperação da saúde.

- CAMPOS DE ATUAÇÃO DO SUS:

·         Execução de ações: da vigilância sanitária, vigilância epidemiológica, saúde do trabalhador e assistência terapêutica integral;

·         Participação na formulação da política e na execução de ações de saneamento básico;

·         Vigilância nutricional e orientação alimentar;

·         Colaboração na proteção do meio ambiente;

·         Formulação da política de medicamentos, equipamentos, imunobiológicos e insumos de interesse para a saúde;

·         Fiscalização e inspeção de alimentos, água e bebidas para o consumo humano;

·         Participação no controle e na fiscalização da produção, transporte, guarda e utilização de substâncias e produtos psicoativos, tóxicos e radioativos;

·         Formulação e execução da política de sangue e seus derivados.

- VIGILÂNCIA SANITÁRIA: É o conjunto de ações capaz de eliminar, reduzir ou prevenir riscos à saúde e de intervir nos problemas sanitários decorrentes do meio ambiente, da produção e circulação de bens e da prestação de serviços de interesse da saúde.
 
- VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA: É o conjunto de ações que proporcionam o conhecimento, a detecção ou prevenção de qualquer mudança nos fatores determinantes e condicionantes da saúde individual ou coletiva, com a finalidade de recomendar e adotar as medidas de prevenção e controle de doenças e agravos.
 
- SAÚDE DO TRABALHADOR: É o conjunto de atividades que se destina, através das ações de vigilância epidemiológica e vigilância sanitária, à promoção e proteção da saúde dos trabalhadores, assim como visa à recuperação e reabilitação da saúde dos trabalhadores submetidos aos riscos e agravos advindos das condições de trabalho.

- DIRETRIZES E PRICÍPIOS DO SUS:

·         Universalidade de acesso aos serviços de saúde;

·         Integralidade de assistência;

·         Preservação da autonomia das pessoas na defesa de sua integridade física e moral;

·         Igualdade de assistência à saúde;

·         Direito à informação;

·         Divulgação de informações;

·         Utilização da epidemiologia;

·         Participação da comunidade;

·         Descentralização político-administrativa, com direção única em cada esfera do governo.
 

- DA ORGANIZAÇÃO, DA DIREÇÃO E DA GESTÃO:

As ações e serviços de saúde serão organizados de forma regionalizada e hierarquizada em níveis de complexidade crescente.

A direção do SUS é única, sendo exercida em cada esfera do governo (União: Ministério da Saúde; Estados, DF e Municípios: Secretarias de Saúde).

As Comissões Intergestores Bipartite e Tripartite são reconhecidas como foros de negociação e pactuação entre gestores, quanto aos aspectos operacionais do SUS. Elas decidem sobre os aspectos operacionais, financeiros e administrativos da gestão compartilhada do SUS; definem diretrizes de âmbito nacional, regional e intermunicipal a respeito da organização das redes de ações e serviços de saúde; fizam diretrizes sobre as regiões de saúde, distritos sanitários, integração de territórios, referências e contrarreferências.

O Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (CONASS) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS) são reconhecidos como entidades representativas dos entes estaduais e municipais para tratar de matérias referentes à saúde e declarados de utilidade pública e de relevante função social.

- SAÚDE INDÍGENA:

Caberá à União, com seus recursos próprios, financiar o Subsistema de Atenção à Saúde Indígena;

Os Estados, Municípios, outras instituições poderão atuar complementarmente no custeio e execução de ações.

Dever-se-á obrigatoriamente levar em consideração a realidade do local e as especificidades da cultura dos povos indígenas e o modelo a ser adotado para a atenção à saúde indígena, que se deve pautar por uma abordagem diferenciada e global, contemplando s aspectos de assistência à saúde indígena, saneamento básico, nutrição, habitação, meio ambiente, demarcação de terras.

As populações indígenas devem ter acesso garantido ao SUS, em âmbito local, regional e de centros especializados, de acordo com suas necessidades, compreendendo a atenção primária, secundária e terciária à saúde.
 

- ATENDIMENTO E INTERNAÇÃO DOMICILIAR:

Na modalidade de assistência de atendimento e internações domiciliares incluem-se os procedimentos médicos, de enfermagem, fisioterapêuticos, psicológicos e de assistência social, entre outros necessários ao cuidado integral dos pacientes em seu domicílio.

O atendimento e a internação domiciliares serão realizados por equipes multidisciplinares que atuarão nos níveis de medicina preventiva, terapêutica e reabilitadora.

O atendimento e a internação domiciliares só poderão ser realizados por indicação médica.

- TRABALHO DE PARTO, PARTO E PÓS-PARTO IMEDIATO:

A parturiente tem direito a 1 acompanhante durante todo o trabalho de parto, parto e pós-parto imediato.

O acompanhante será indicado pela parturiente.

- ASSISTÊNCIA TERAPÊUTICA E INCORPORAÇÃO DE TECNOLOGIA EM SAÚDE:

A assistência terapêutica integral consiste em: dispensação de medicamentos e produtos de interesse para a saúde; oferta de procedimentos terapêuticos em regime domiciliar, ambulatorial e hospitalar.

Protocolo clínico e diretriz terapêutica: documento que estabelece critérios para diagnosticar a doença ou o agravo à saúde, o tratamento preconizado, as posologias recomendadas, os mecanismos de controle clínico e o acompanhamento e verificação dos resultados terapêuticos.

A incorporação, exclusão ou alteração pelo SUS de novos medicamentos produtos e procedimentos são atribuições do Ministério da Saúde.

- SERVIÇOS PRIVADOS DE ASSISTÊNCIA À SAÚDE:

É vedada a participação direta ou indireta de empresas ou de capitais estrangeiros na assistência à saúde, salvo através de doações de organismos internacionais vinculados à ONU, de entidades de cooperativas técnicas e de financiamentos e empréstimos.

- PARTICIPAÇÃO COMPLEMENTAR:

A participação complementar dos serviços privados será formalizada mediante contrato ou convênio. As entidades filantrópicas e as sem fins lucrativos terão preferência para participar do SUS.

- RECURSOS HUMANOS:

Os cargos e funções de chefia, direção e assessoramento, no âmbito do SUS, só poderão ser exercidos em regime de tempo integral.

            Os servidores que legalmente acumulam 2 cargos poderão exercer atividades em mais de um estabelecimento do SUS.

Leia a lei completa em:
http://www.cff.org.br/userfiles/file/leis/8080.pdf
 

 

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

COMO FUNCIONAM O APOIO MATRICIAL E A EQUIPE DE REFERÊNCIA


O apoio matricial pretende oferecer tanto retaguarda assistencial quanto suporte técnicopedagógico às equipes de referência. A equipe ou profissional de referência são aqueles que têm a responsabilidade pela condução de um caso individual, familiar ou comunitário.

Objetiva ampliar as possibilidades de construção de vínculo entre profissionais e usuários. O termo responsabilidade de condução refere-se à tarefa de encarregar-se da atenção ao longo do tempo, ou seja, de maneira longitudinal,  à semelhança do preconizado para equipes de saúde da família na atenção básica

Apoio matricial e equipe de referência são, ao mesmo tempo, arranjos organizacionais e uma metodologia para a gestão do trabalho em saúde, objetivando ampliar as possibilidades de realizar-se clínica ampliada e integração dialógica entre distintas especialidades e profissões.

A equipe de referência é composta por um conjunto de profissionais considerados essenciais para a condução de problemas de saúde dentro de certo campo de conhecimento.

Dentro dessa lógica, a equipe de referência é composta por distintos especialistas e profissionais encarregados de intervir sobre um mesmo objeto – problema de saúde –, buscando atingir objetivos comuns e sendo responsáveis pela realização de um conjunto de tarefas, ainda que operando com diversos modos de intervenção.

Cada equipe de referência terá um registro e um cadastro de casos sob sua responsabilidade.

O manejo desse cadastro permitirá avaliação de risco e vulnerabilidade, identificando-se aqueles casos que mereceriam a elaboração de um projeto terapêutico singular, ou mesmo alteração da avaliação diagnóstica ou dos procedimentos de cuidado.

O apoiador matricial é um especialista que tem um núcleo de conhecimento e um perfil distinto daquele dos profissionais de referência, mas que pode agregar recursos de saber e mesmo contribuir com intervenções que aumentem a capacidade de resolver problemas de saúde da equipe primariamente responsável pelo caso. O apoio matricial procura construir e ativar espaço para comunicação ativa e para o compartilhamento de conhecimento entre profissionais de referência e apoiadores.

Há duas maneiras básicas para o estabelecimento desse contato entre referências e apoiadores. Primeiro, mediante a combinação de encontros periódicos e regulares – a cada semana, quinzena ou mais espaçados – entre equipe de referência e apoiador matricial. Nesses encontros, objetiva-se discutir casos ou problemas de saúde selecionados pela equipe de referência e procura-se elaborar projetos terapêuticos e acordar linhas de intervenção para os vários profissionais envolvidos.

O apoio matricial promove encontro entre distintas perspectivas, obrigando os profissionais a comporem projetos terapêuticos com outras racionalidades e visões de mundo.

 Equipe de referência é um rearranjo organizacional que procura coincidir o poder de gestão com a equipe interdisciplinar. O apoio matricial sugere modificações entre as relações dos níveis hierárquicos em sistemas de saúde; nesse caso, o especialista integra-se organicamente a várias equipes que necessitam do seu trabalho especializado.

             O assunto acima postado foi retirado do seguinte artigo:

          http://www.scielo.br/pdf/csp/v23n2/16.pdf

CLÍNICA AMPLIADA, EQUIPE DE REFERÊNCIA E PROJETO TERAPÊUTICO SINGULAR


CLÍNICA AMPLIADA

A proposta de clínica ampliada é ser um instrumento para que os trabalhadores e gestores da saúde possam enxergar e atuar na clínica para além dos pedaços fragmentados, sem deixar de reconhecer e utilizar o potencial desses saberes. exceto as situações de atenção à emergência e os momentos de procedimentos em que os sujeitos estão sedados, é cada vez mais vital, para qualificar os serviços, dialogar com os Sujeitos.

A humanização da atenção exige um diálogo qualificado não somente dentro das equipes, mas também entre equipes de serviços diferentes, principalmente na atenção às doenças crônicas.

Podemos dizer então que a clínica ampliada é:

• um compromisso radical com o sujeito doente, visto de modo singular;

• assumir a RESPONSABILIDADE sobre os usuários dos serviços de saúde;

• buscar ajuda em outros setores, ao que se dá nome de INTERSETORIALIDADE;

• RECONHECER OS LIMITES DOS CONHECIMENTOS dos profissionais de saúde e das TECNOLOGIAS por eles empregadas e buscar outros conhecimentos em diferentes setores.

• assumir um compromisso ÉTICO profundo.

Outro aspecto fundamental da clínica ampliada, além da busca de autonomia para os usuários, é a capacidade de equilibrar o combate à doença com a PRODUÇÃO DE VIDA.

As pessoas podem inventar saídas diante de uma situação imposta por certos limites.

Portanto, a Clínica Ampliada propõe que o profissional de saúde desenvolva a capacidade de ajudar as pessoas, não só a combater as doenças, mas a transformar-se, de forma que a doença, mesmo sendo um limite, não a impeça de viver outras coisas na sua vida.

Nas doenças crônicas ou muito graves isto é mais importante, porque o resultado sempre depende da participação da pessoa doente, e essa participação não pode ser entendida como uma dedicação exclusiva à doença, mas, sim, uma capacidade de “inventar-se” apesar da doença.

É muito comum nos serviços ambulatoriais que o descuido com a produção de vida e o foco excessivo na doença acabe levando usuários a tornarem-se conhecidos como “POLIQUEIXOSOS” (com muitas queixas), pois a doença (ou o risco) torna-se o centro de suas vidas.

Algumas sugestões práticas:

A ESCUTA – Escutar significa, num primeiro momento, acolher toda queixa ou relato do usuário mesmo quando possa parecer não interessar diretamente para o diagnóstico e tratamento. Mais do que isto, é preciso ajudá-lo a reconstruir (e respeitar) os motivos que ocasionaram o seu adoecimento e as correlações que o usuário estabelece entre o que sente e a vida – as relações com seus convivas e desafetos.

VÍNCULO E AFETOS – Tanto profissionais quanto usuários, individualmente ou coletivamente, transferem afetos. Um usuário pode associar um profissional com um parente e vice-versa.

 EQUIPE DE REFERÊNCIA (INTERDISCIPLINAR) E APOIO MATRICIAL

A proposta de Equipe Interdisciplinar (de Referência) e Apoio Matricial objetiva facilitar a humanização da gestão e da atenção ao mesmo tempo.

A equipe de referência contribui para tentar resolver ou minimizar a falta de definição de responsabilidades, de vínculo terapêutico e de integralidade na atenção à saúde, oferecendo um tratamento digno, respeitoso, com qualidade, acolhimento e vínculo.

As equipes de referência propõem um novo sistema de referência entre profissionais e usuários, cujo funcionamento pode ser descrito da seguinte forma: cada unidade de saúde se organiza por meio da composição de equipes, formadas segundo características e objetivos da própria unidade, e de acordo com a realidade local e disponibilidade de recursos. Essas equipes obedecem a uma composição multiprofissional de caráter transdisciplinar, isto é, reúnem profissionais de diferentes áreas, variando em função da finalidade do serviço/unidade.

Cada equipe de referência torna-se responsável pela atenção integral do doente, cuidando de todos os aspectos de sua saúde, elaborando projetos terapêuticos e buscando outros recursos terapêuticos, quando necessário.

A diferença profissional e pessoal de cada membro da equipe possibilita vínculos e olhares diferentes sobre o sujeito doente. Estas diferenças permitem enxergar caminhos para o projeto terapêutico.

Nas equipes de referência fica evidenciada a importância de cada trabalhador e a interdependência entre os diferentes profissionais, o que possibilita uma valorização profissional atrelada a resultados.

O apoio matricial é um arranjo na organização dos serviços que complementa as equipes de referência. Já que a equipe de referência é A responsável pelos SEUS pacientes, ela geralmente não os encaminha, ela pede apoio.

Os serviços de referência/especialidades que dão apoio matricial passam a ter dois “usuários” sob sua responsabilidade: “os usuários do serviço” para o qual ele é referência e “o próprio serviço”.

As equipes de referências e o apoio matricial constituem-se, assim, como ferramentas indispensáveis para a humanização da atenção e da gestão em saúde.

É da responsabilidade da equipe de referência entender as propostas, as implicações e as interações que o diagnóstico e a proposta do apoiador vão produzir.

 
PROJETO TERAPÊUTICO SINGULAR – PTS

O PTS é um conjunto de propostas de condutas terapêuticas articuladas, para um sujeito individual ou coletivo, resultado da discussão coletiva de uma equipe interdisciplinar, com apoio matricial se necessário. Portanto, é uma reunião de toda a equipe em que todas as opiniões são importantes para ajudar a entender o Sujeito com alguma demanda de cuidado em saúde e, conseqüentemente, para definição de propostas de ações.

O PTS contém quatro momentos:

1) O diagnóstico: que deverá conter uma avaliação orgânica, psicológica e social, que possibilite uma conclusão a respeito dos riscos e da vulnerabilidade do usuário. Deve tentar captar como o Sujeito singular se produz diante de forças como as doenças, os desejos e os interesses, assim como também o trabalho, a cultura, a família e a rede social. Ou seja, tentar entender o que o Sujeito faz de tudo que fizeram dele.

2) Definição de metas: uma vez que a equipe fez os diagnósticos, ela faz propostas de curto, médio e longo prazo, que serão negociadas com o Sujeito doente pelo membro da equipe que tiver um vínculo melhor.

3) Divisão de responsabilidades: é importante definir as tarefas de cada um com clareza.

4) Reavaliação: momento em que se discutirá a evolução e se farão as devidas correções de rumo.

É realmente muito simples, mas alguns aspectos precisam ser observados:

 a) a escolha dos casos para reuniões de PTS: a proposta é de que sejam escolhidos usuários ou famílias em situações mais graves ou difíceis, na opinião de alguns membros da equipe (qualquer membro da equipe).

b) as reuniões para discussão de PTS: Cada membro da equipe, a partir dos vínculos que construiu, trará para a reunião aspectos diferentes e poderá também receber tarefas diferentes, de acordo com a intensidade e a qualidade desse vínculo.

c) o tempo de um PTS: o tempo mais dilatado de formulação e acompanhamento do PTS depende da característica de cada serviço.

Serviços de saúde na Atenção Básica e Centros de Especialidades com usuários crônicos têm um seguimento longo (longitudinalidade) e também uma necessidade maior da Clínica Ampliada. Serviços com tempo de permanência e vínculo menores farão PTSs com tempos mais curtos.

 

 As informações postadas acima foram retiradas das seguintes cartilhas:


http://www.ufjf.br/hu/files/2009/10/projetos_terapeuticos.pdf

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

PATA DE GANSO




A pata de ganso é formada por três tendões que se originam na tuberosidade isquiática e na sínfise púbica e se inserem na parte proximal na superfície medial da tíbia.

O nome pata de ganso foi dado devido a maneira como estes tendões se inserem nesta região, cujo formato lembra uma pata de um ganso.

Os músculos que formam a Pata de Ganso são: Sartório, Grácil e Semitendinoso. Tais músculos têm como função primária a flexão do joelho e, como função secundária a realização da rotação medial. Além destas funções, a pata de ganso protege a articulação contra o estresse em valgo e as forças rotatórias no joelho.

A pata de ganso pode sofrer lesões em suas bursas ou tendões provocando bursite anserina ou bursite na pata de ganso e a tendinopatia da pata de ganso, respectivamente. A bursa é uma bolsa com líquido sinovial que tem a função de diminuir o atrito entre os tendões e o osso, protegê-los e facilitar o deslizamento. A bursa da pata de ganso está localizada entre a tíbia e os três tendões. 

A bursite da pata de ganso pode resultar de um trauma agudo na parte medial do joelho ou por overuse (sobrecarga), na qual há uma fricção repetitiva da bursa entre a tíbia e os tendões devido a estresses em valgo ou uso excessivo dos isquiotibiais, principalmente naqueles que tem um encurtamento dos músculos posteriores da coxa.

É comum ocorrer em esportes que necessitam mudança rápida e constante de direção ou que realizem movimentos repetitivos do complexo flexor como, por exemplo, a corrida, futebol, basquete,etc..

Alguns fatores podem levar à predisposição de lesões nessa região, tais como: Treinamento excessivo (overtraining); gesto esportivo incorreto; aumento súbito dos treinamentos e corridas em aclives; pessoas com osteoartose e obesidade; encurtamento dos isquiotibias; lesão do menisco medial; deformidade em valgo; instabilidade medial.

Os principais sinais e sintomas são: dor ao subir e descer escadas na região medial do   joelho ou ao sair da posição sentada para em pé; edema no local; dor a palpação da região; dor para caminhar.

O diagnóstico consiste em uma boa anamnese e exame físico. É importante perguntar sobre a prática de atividade física, trauma, fatores de risco.
 
Exames complementares, como o Raio X e a RNM, podem ser solicitados para um diagnóstico diferencial, afim de descartar outras patologias e avaliar melhor a lesão. 

O tratamento é basicamente conservador com antiinflamatórios e fisioterapia. 

A fisioterapia na fase aguda visa controlar o quadro inflamatório e álgico através da crioterapia e da eletrotermofoterapia. Com a melhora da dor os exercícios devem ser iniciados visando principalmente o alongamento dos músculos posteriores da coxa, do quadríceps e do complexo adutor para minimizar o estresse sobre a bursa. Equilibrar as forças da cadeia anterior e posterior (quadríceps e isquiotbiais) fortalecendo ambos os grupos musculares é outro ponto fundamental para a reabilitação. Procurar enfatizar os exercícios de cadeia cinética fechada, pois estes trabalham em co-contração e simulam melhor o gesto esportivo. Numa fase mais tardia na qual o paciente não apresenta mais sintomas o retorno gradual ao esporte deve ser iniciado.

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

HIPOTERMOTERAPIA

Hipotermoterapia, também conhecida como crioterapia, é o termo usado para descrever a terapia utilizando o frio e a aplicação terapêutica de qualquer substância ao corpo que resulte em remoção do calor corporal, diminuindo, assim a temperatura dos tecidos. Ela abrange uma grande quantidade de técnicas específicas que utiliza o frio na forma líquida (água), sólida (gelo) e gasosa (gases) com o propósito terapêutico de retirar o calor do corpo induzindo a um estado de hipotermia para favorecer uma redução da taxa metabólica local e promover a diminuição das necessidades de oxigênio pelas células.

Os efeitos fisiológicos causados pelo uso da Hipotermoterapia são: anestesia, redução da dor, redução do espasmo muscular, redução de hematomas e equimoses, melhora a amplitude de movimento, redução da inflamação em processos agudos e quebra do ciclo dor-espasmo-dor. 

O frio pode reduzir o espasmo muscular por um mecanismo reflexo e não direto, inibindo a condução nervosa periférica, principalmente quando utilizada por períodos de tempo prolongado. A redução da temperatura reduz a velocidade de transmissão sensorial, podendo levar até a um bloqueio de condução do nervo sensorial. Sendo assim as sensações cutâneas são reduzidas com a aplicação do frio.

É preciso ter cuidado quanto a aplicação do frio em pessoas que apresentam o fenômeno de Raynauld . Este é o nome dado as alterações funcionais da circulação periférica de caráter local. É caracterizado por episódios em pequenas artérias e arteríolas (nas extremidades), resultando em palidez, ou cianose na pele, seguido de hiperemia, também podendo ocorrer formigamento e queimação. A obstrução completa dos vasos ocorre quando a constricção for muito grande.

A Doença de Raynauld é predominante no sexo feminino jovem. As pessoas acometidas são aquelas que se expõem de forma leve ao frio, como colocar as mãos em locais frios.

Na terapêutica clínica, devemos considerar proibitivo o uso da crioterapia em pessoas que apresentam desordens vasoespásticas, pois o espasmo arterial extremo pode induzir a uma necrose. Devemos tomar muito cuidado na administração da crioterapia em nossos pacientes e saber interpretar sintomas das doenças vasoespásticas.

Inicialmente utiliza-se a crioterapia ainda na fase aguda, nos primeiros 5 minutos após lesão, a fim de alcançar todos os benefícios da terapia. Porém, a crioterapia pode ser aplicada não só na fase aguda das patologias, mas também na fase subaguda e crônica, dependendo dos objetivos do fisioterapeuta.

Métodos de aplicação da Crioterapia:

1)      COLD PACK - PACOTE FRIO – BOLSA DE TERMOGEL


O pacote de gel (hidrocollator) consiste em uma bolsa de vinil ou material plástico resistente contendo uma substância gelatinosa capaz de absorver e manter a baixa temperatura. Ele é mantido a uma temperatura abaixo de zero grau, e quando utilizado na terapia mantém esta mesma temperatura, por um período de tempo de aproximadamente 30 a 60 minutos.
Está indicado para tratamento de lesões superficiais e profundas. A fim de prevenirmos possíveis danos que este nível de temperatura pode causar a pele, a duração da terapia deve ser no máximo de 20 minutos.

2)      PACOTE QUÍMICO


O pacote químico caracteriza-se por ser descartável e por possuir no interior do seu envoltório (bolsa de vinil) duas divisões: uma pequena e outra maior, adicionando em seus interiores duas substâncias químicas que uma vez entrando em contato entre si, promoverão o resfriamento.

Para iniciar a operação de resfriamento pelo pacote químico, deve-se apertar a bolsa menor até que ela se rompa e libere o seu fluido para a bolsa maior. A reação química dos componentes das duas bolsas reduz a temperatura da mistura. A temperatura permanece abaixo de zero grau e a duração da terapia deve ser de até 20 minutos no máximo. É indicado para tratamentos superficiais e profundos. Cuidados devem ser tomados para possíveis vazamentos do fluido que podem provocar queimaduras químicas.

3)      BOLSA DE BORRACHA

Consiste na mistura de gelo e água, numa temperatura mais ou menos de 4 0C.  O tipo de resfriamento deste método é superficial, e a vantagem e que a proteção de borracha evita desconforto para pacientes sensíveis ao frio. O tempo de aplicação está em torno de 20 minutos.

4)      COMPRESSA FRIA OU PANQUECA FRIA OU PANQUECA DE GELO

Na compressa fria molhamos uma toalha em água fria (com pedras de gelo) e dobramos em forma de uma compressa, e aplicamos diretamente no local.

Na panqueca fria ou panqueca de gelo, executamos o mesmo procedimento da compressa fria, só que adicionamos dentro da toalha, gelo moído. Dobra-se a toalha em forma de panqueca e aplica-se diretamente na região a ser tratada. A duração das duas técnicas estão em torno de 25 minutos.

5)      SACO COM GELO

Esta técnica é bastante eficaz para tratamentos superficiais e profundos. E colocado gelo dentro de um saco plástico de textura fina. O gelo deve ser moído ou triturado. Devemos evitar o gelo em cubo, pois dificulta a moldagem em extremidades. Retiramos o ar do saco plástico, fechando-o em seguida para a sua aplicação. A duração do tratamento está em torno de 30 minutos.

6) SPRAY

O Spray é uma técnica de resfriamento que promove a redução da dor, congelando momentaneamente os receptores cutâneos que levam os estímulos dolorosos para o córtex sensitivo cerebral.

Destina-se a aplicação tópica no controle da dor miofascial, movimento limitado, espasmo muscular e controle de dor associado a aplicação de injeções. Outras condições clínicas podem se tratadas com Spray como a dor lombar, torcicolo, espasmo muscular associado a osteoartrite, entorse de tornozelo, rigidez dos isquiotibiais no pré alongamento, espasmo do músculo masseter, alguns tipos de dores de cabeça e dor reflexa devido a pontos desencadeantes (pontos gatilhos).

Na aplicação, mantenha uma distância aproximadamente de 30 cm do local da aplicação e realize movimentos suaves na área a ser tratada.


7) UNIDADE CRIOMÁTICA

A unidade criomática é um aparelho de refrigeração, onde circula o gás Freon, que é conduzido através de molas e serpentina dispostas como em uma almofada. A almofada é colocada ao redor do membro ou em outros segmentos como dorso e abdome. Seleciona-se a temperatura entre 60C e 270C. Um termostato mantém a temperatura próxima da selecionada. O seu uso é praticado em hospitais em pré e pós-cirúrgicos e por atletas.

8) CRIOCINÉTICA (frio e exercício sem dor)

A técnica consiste do uso do frio para promover o resfriamento local a ser tratado e permitir o exercício ativo progressivo, sem dor.

A crioterapia é indicada em casos de: espasticidade, entorses, contusões, traumatismos agudos, sub-agudos e crônicos, síndrome ombro-mão, coto de amputados, processos inflamatórios (bursites, tendinites, capsulites, sinovites, tenossinovites, etc.), artrose, artrite reumatóide, prevenção de lesões degenerativas, pós-cirurgias, pré-cinético.

E está contra-indicada nos casos de: hipersensibilidade ao frio; urticária ao frio; acrocianoses; alterações cardiovasculares graves; hipertensão arterial severa não controlada; síndrome de Raynauld.




quarta-feira, 11 de setembro de 2013

HIPERTERMOTERAPIA SUPERFICIAL


Consiste no tratamento por calor.

É o tratamento através da ação do agente terapêutico de forma localizada, e alcançando pouca profundidade (poucos milímetros) no segmento corporal, resultando em alteração térmica superficial.

Os efeitos fisiológicos da hipertermoterapia superficial são: produção de calor local, vasodilatação, aumento do fluxo sanguíneo,  aumento do débito cardíaco, aumento da frequência cardíaca, aumento da frequência respiratória, aumento do metabolismo, aumento da viscosidade do tecido e da produção de colágeno, aumento da temperatura corpórea, aumento da atividade das glândulas sudoríparas, aumento do consumo de oxigênio, aumento da atividade enzimática, aumento da excreção de metabólicos, aumento da fagocitose, diminuição da atividade do fuso muscular (relaxamento), diminuição da viscosidade intra-celular e diminuição da pressão sanguínea.
Os efeitos terapêuticos são: alívio do quadro de dor; relaxamento muscular; aumento do fluxo sangüíneo local; vasodilatação local (hiperemia); reparo dos tecidos; redução da rigidez articular; melhora do retorno venoso e linfático; diminuição do espasmo muscular; favorece a defesa e imunidade.
Está indicada para o tratamento de mialgias, fibromialgia, torcicolos, entorses, tendinites, bursites, espondilagias, artralgias, artroses, traumatismos após 48h, dores crónicas em geral, caimbras,furúnculos, etc.

1.      FORNO DE BIER


Consiste em uma peça confeccionada em madeira, em forma de “U” ou hemicilindro, aberto nas duas extremidades, forrado internamente com uma camada de material isolante e contendo em ambos os lados de sua face interna resistores de níquel-cromo, protegidos por uma placa de ardósia, a qual tem a finalidade de evitar o contato direto do paciente com os resistores, evitando queimadura e eletrocussão.

A camada interna isolante tem a finalidade de evitar a dissipação de calor para o meio externo. Quando o paciente é introduzido no seu interior, cobre-se o equipamento com um cobertor, para que haja um mínimo de perda de calor do forno para o meio externo, através das aberturas existentes em suas extremidades.

O FB possui a resistência elétrica com controle de temperatura por termostato. É um equipamento de baixo custo e de vida útil extensa.

A temperatura de tratamento dependerá de alguns fatores como: normoestesia térmica, sensibilidade do paciente ao calor e área a ser tratada. Uma faixa de aplicação confiável fica em torno de 45 a 60 °C, isto produzirá nos tecidos a elevação da temperatura em torno de 40 a 45 °C.

Para que o efeito terapêutico seja atingido nos tecidos, é importante que o tempo de aplicação fique em torno de 20 a 30 minutos. Tempos inferiores podem não serem suficientes para se conseguir os objetivos de tratamento.

Alguns cuidados devem ser tomados ao utilizar o FB: verificar a sensibilidade térmica do paciente; retirar os objetos metálicos ou plásticos da área a ser tratada; verificar a pele antes e depois da aplicação; não permita que paciente durma, pois diminui a percepção térmica; alertar sobre o risco de queimadura.

O forno de Bier é indicado em casos de artrose, artrite, artralgia, tendinite, tenossinovite, fibrose pós-imobilização, pré-cinesioterapia, mialgia, entorse e espasmos musculares.

Deve-se evitar o uso do equipamento em certas regiões, tais como: cabeça; face; cervical; ombro; saco escrotal e na região de tronco de paciente obeso.

  1. BANHO DE PARAFINA
 É uma forma de transferência de calor superficial, em que se usa a parafina derretida misturada com óleo mineral a uma temperatura entre 52°C a 54°C, com fins terapêuticos.

A parafina em estado sólido e já misturada ao óleo mineral é colocada no interior da caixa metálica. Liga-se o interruptor de força e seleciona o termostato entre 70°C a 80°C. O ponto de fusão da parafina gira em torno de 54°C. Depois de completamente fundida, baixa-se a temperatura do tanque em torno de 51°C.

É fundamental a assepsia da parte a ser tratada para evitar contaminação da parafina. É importante manter o tanque de parafina fechado quando não estiver em uso, para evitar a deposição de microorganismos. A parafina deve ser trocada com freqüência, e nunca reposta no tanque.

Existem algumas técnicas de aplicação da parafina, tais como:

1) Imersão repetida:

Coloca-se o segmento a ser tratado no tanque de parafina, se for a mão, preferencialmente com os dedos estendidos e abduzidos. Em seguida retire-o e aguarde de 3 a 5 segundos repetindo o processo durante 5 a 7 vezes até formar uma “luva de parafina”. Por cima desta luva enrole um plástico ou uma toalha a fim de manter a temperatura local entre 20 e 30 minutos.
2) Pincelamento:

Com a ajuda de um pincel, formar uma camada espessa de parafina na área a ser tratada. Depois cobrir com um plástico ou toalha a fim de manter a temperatura. O fisioterapeuta deverá atentar para a rapidez na aplicação, pois a demora favorece o resfriamento do local e a ineficiência da técnica. Duração do tratamento entre 20 e 30 minutos. 

3) Enfaixamento:

Passar a parafina com o auxílio de um pincel na área a ser tratada. Enfaixar uma vez a região com atadura; colocar outra camada de parafina por cima da atadura e enfaixar novamente, realizando o processo sucessivamente por 7 a 8 vezes/faixas. O paciente permanece com a faixa durante 20 a 30 minutos.

Os efeitos fisiológicos proporcionados pelo banho de parafina são: relaxamento, flexibilidade, vasodilatação, aumento do fluxo sangüíneo, aumento do metabolismo, aumento do aporte de oxigênio, aumento da extensibilidade do colágeno, diminuição da rigidez articular, melhora o retorno venoso e linfático e estimulação das glândulas sudoríparas.

O banho de parafina é indicado em casos de: artrose, artrite, artralgia, tendinite, cicatrizes quelóides, fibrose pós imobilização, pré-cinesioterapia, mialgia, entorse e em retrações musculares.

As contra-indicações da utilização do forno de bier e do banho de parafina consistem em: áreas com alteração de sensibilidade térmica, traumas e quadros inflamatórios agudos, febre, áreas desvitalizadas e isquêmicas, áreas hemorrágicas, lesões de pele, doenças dermatológicas, enxertos de pele recente, área com fixadores externos, áreas com implantes siliconizados.

  1. COMPRESSA QUENTE
 A técnica de aplicação consiste em mergulhar a toalha em água quente, e logo em seguida retirá-la. Deve-se fazer uma leve torcedura na toalha a fim de retirar o excesso de água. Se for conveniente, pode-se repetir o processo 2 ou 3 vezes. Dobrar a toalha, para que fique num tamanho adequado com a área a ser tratada, e aplicar a compressa diretamente no local a ser tratado por 20 a 25 minutos.

O local onde será aplicado a compressa deve estar desnudo, sem objetos metálicos ou plásticos,

Como a compressa tende a esfriar-se rapidamente pela troca calórica com o meio, ela deve ser substituída a cada 5 minutos, a fim de manter a temperatura local, até o final do tempo estipulado para o tratamento.

  1. BOLSAS DE TERMOGEL E DE ÁGUA QUENTE OU HOT PACK
 A bolsa de termogel é composta de uma substância capaz de absorver a energia calórica e de mantê-la por certo tempo, armazenada em uma bolsa plástica resistente e lacrada.

A bolsa de água quente é um artefato feito de borracha, resistente, com um bocal em uma das extremidades, por onde é introduzida a água quente.

Técnicas de aplicação:

a) bolsa de termogel: colocar a bolsa de termogel em um recipiente contendo água quente ou no microondas domiciliar e deixá-lo até que a substância contida no seu interior absorva a energia calórica. A bolsa de termogel é retirada e o fisioterapeuta verifica se a temperatura está adequada para a aplicação. Aplica-se a bolsa diretamente no local a ser tratado por 20 a 25 minutos.
b) Bolsa de água quente: disponibilizar água quente e colocar dentro da bolsa. Feche-a e aplique na área a ser tratada por 20 a 25 minutos. 
O local onde será aplicado a compressa deve estar desnudo, sem objetos metálicos ou plásticos,

Em pessoas muito sensíveis a temperaturas elevadas, pode-se colocar uma toalha úmida entre a pele e a bolsa.

TERMOTERAPIA


O termo Termoterapia diz respeito a modalidade terapêutica por utilização de agentes térmicos químicos e/ou físicos que resultam em troca de calor com o corpo.

Existem diferentes modos de transferência de energia térmica entre os corpos:



  • Condução: a energia térmica é transferida de uma região mais quente para outra mais fria, através do contato direto de suas superfícies de contato. Ex.: banho de parafina e as compressas.


  • Convecção: a energia térmica é transferida através da circulação de líquidos e gases entre o corpo que está liberando a energia térmica e o que está recebendo.


  • Conversão: é a transformação de energia mecânica ou eletromagnética em energia térmica, pela passagem nos tecidos do corpo (ultra-som, ondas curtas e microondas); ou mesmo através da irradiação eletromagnética (radiação infravermelha).


O organismo humano é homeotérmico, ou seja, mantém sua temperatura entre certos limites fisiológicos. Para que a temperatura seja mantida dentro destes limites, ela é regulada através de mecanismos de aquecimento e resfriamento, ativados pelo cérebro. Estes mecanismos quando ativados aceleram o metabolismo basal.

A terapia com calor é a aplicação de qualquer substância que provoque o aumento da temperatura dos tecidos estimulando a termo regulação corporal. O sistema termostático natural utiliza mecanismos importantes para reduzir o calor corporal quando há o aumento excessivo da temperatura, seja ela provocada ou não.

 A vasodilatação plena consegue aumentar a transferência de calor para a pele até 8 vezes; a transpiração e evaporação de água; o aumento da trocas metabólicas favorecendo a absorção de cosméticos e produtos medicinais. O calor provoca estímulo geral do metabolismo celular com aumento da síntese protética e da atividade enzimática com modificações da permeabilidade da membrana celular.

A terapia com frio, é a aplicação terapêutica de qualquer substância ao corpo que resulte em remoção do calor corporal, diminuindo, assim a temperatura dos tecidos. Ela abrange uma grande quantidade de técnicas específicas que utiliza o frio na forma líquida (água), sólida (gelo) e gasosa (gases) com o propósito terapêutico de retirar o calor do corpo induzindo a um estado de hipotermia para favorecer uma redução da taxa metabólica local e promover a diminuição das necessidades de oxigênio pelas células. O mecanismo termostático adota, no frio, a vasoconstrição cutânea; a diminuição da sudorese e aumento do tônus muscular, resultando em calafrios.

 Algumas indicações da termoterapia, seja com calor ou frio são: aumento da irrigação sanguínea,  aumento do metabolismo local, redução da dor, espasmo muscular, redução da rigidez articular, cicatrização, melhora da circulação, história ou tumor maligno cutâneo, processos de contratura muscular, relaxamento, importante analgésico, dor ao movimentar quando não está aquecido, pós-fratura, pré-massoterapia de mão e perna, redução de hematomas e equimoses, melhora a amplitude de movimento, redução da inflamação em processos agudos, quebra do ciclo dor-tensão-espasmo-dor, tratamento de flacidez de pele, e aumento da rigidez muscular.


Dados retirados dos links:






ucbweb.castelobranco.br/webcaf/.../nova_apostila_fisioterapia_geral.pdf