domingo, 17 de março de 2013

O verão e os problemas circulatórios



O excesso de calor, típico do verão, é um dos principais inimigos da circulação sanguínea. Isto porque as altas temperaturas dessa época do ano podem provocar dilatações das veias do corpo, ocasionando formigamento, inchaço, dor nas pernas e nos pés e sensação de peso.

Como nessa época do ano são comuns as viagens para aproveitar as férias, os problemas circulatórios também se manifestam. Um destes problemas é conhecido popularmente como Síndrome da Classe Econômica (SCE). A posição sentada durante longas viagens pode provocar acúmulo de líquido nos membros inferiores, levando ao inchaço das pernas e dos pés.


 Além do calor e das viagens longas, outros fatores podem levar a ocorrência de problemas circulatórios. Dentre eles estão: obesidade, tabagismo, alcoolismo, alteração na alimentação e no sono, e uso de anticoncepcionais. 


As varizes são os problemas circulatórios mais freqüentes. Alguns especialistas dizem que elas surgem por alteração da circulação sanguínea, já que o sangue que deveria estar circulando pelo corpo fica acumulado na perna. Outro problema circulatório preocupante é a trombose. Esta doença ocorre quando há obstrução de uma veia por um coágulo (trombo), impedindo ou dificultando parcialmente a passagem de sangue no local.




Evite permanecer longos períodos sentado ou em pé – isso dificulta o retorno venoso para o coração.
Em repouso, eleve as pernas para melhorar a circulação sanguínea.
          Consulte um angiologista antes do início de qualquer rotina de atividade física.
   

Dor na coluna devido ao excesso de peso de bolsas e mochilas



Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 80% das pessoas têm ou terão dor nas costas ao longo da vida.

Cada vez é mais comum encontrar mulheres com bolsas pesadas, estudantes com mochilas cheias de livros, homens com pastas, pessoas em geral com malas e sacolas pesadas. Tal peso pode provocar dor e até alterações na coluna. 

Segundo especialistas, o mais correto é carregar até 10 % do seu peso, ou seja, se uma pessoa pesa 60 kg então ela deve carregar até 6 kg na bolsa. 

É importante sempre alternar o lado da bolsa, distribuindo melhor o peso. O ideal é utilizar mochila de duas alças bem ajustadas ou um carrinho.

Alguns fatores podem provocar desconforto na coluna, tais como: predisposição genética, má postura, falta de atividade física, excesso de peso, trabalho com trepidação (como motoristas de ônibus) e problemas psicológicos como estresse e mau relacionamento na empresa ou em casa.

As dores nas costas podem estar relacionadas a problemas como: desgaste da coluna, quebra de vértebras, escoliose (desvio para o lado) ou cifose (desvio para frente). 

Além das alterações posturais e dores devido ao excesso de peso, é importante verificar a forma que se dorme. O ideal é que o colchão não seja nem muito duro nem muito mole. E o melhor jeito de deitar é de lado ou de barriga para cima, pois quando se deita de barriga pra baixo há ação da força da gravidade sobre a coluna, aumentando as dores nesta região.


Por isso, evite bolsas pesadas e durma de forma correta. Sua coluna agradece!

Como melhorar coordenação, agilidade e equilíbrio no dia a dia



Os movimentos de coordenação motora, equilíbrio e agilidade são capazes de melhorar a memória e a inteligência. 

Existem dois tipos de básicos de capacidade coordenativa:
·        os gerais – como caminhar, saltar e arremessar;
·    os finos – relacionados a movimentos mais específicos, que exigem a interação do corpo com os órgãos sensoriais. 

Os dois são resultados da interação entre cérebro, sistema nervoso, musculatura e articulações.

Os exercícios de coordenação no dia a dia auxiliam a memória, a consciência e a aprendizagem. Na infância vivenciamos isso, porém a qualidade dos movimentos e da coordenação motora fica adormecida, cabendo a nós reativá-la.

Exercício de coordenação para braços com movimentos circulares

O exercício é parecido ao movimento da natação. Com os braços bem esticados à frente você vai abaixá-los, estendê-los e girá-los em uma amplitude bem grande. Depois faça o mesmo exercício ao contrário: levante os membros superiores, estenda-os e gire-os até voltar ao ponto inicial.

Para evoluir na atividade, mexa cada braço em uma direção - direito para baixo e esquerdo para cima (e vice-versa).

Exercício de equilíbrio para braços e pernas

Flexione um cotovelo, depois o outro, alternando o movimento. Depois faça o movimento de flexão com as pernas, transferindo o peso de uma para outra.

Para evoluir no exercício inclua movimentos unindo membros superiores e inferiores. Seu braço direito com a perna esquerda e vice-versa.

Exercício de agilidade para pernas

Abra e feche a perna com um salto. Depois, com um cabo de vassoura, jogue-o sobre os ombros com os braços bem abertos, segurando com as mãos nas extremidades. Eleve a perna girando (com uma leve rotação do tronco) para o mesmo lado e vice-versa.

Com a ajuda da vassoura, que vira um obstáculo, pule o cabo para frente e para trás. A evolução do exercício abrange a troca de pernas sobre esse obstáculo. Perna direita à frente, esquerda atrás e vice-versa, flexionando levemente os joelhos.

Com as duas pernas juntas usando o obstáculo, pule de um lado para o outro.

Braços e pernas com obstáculo

Fique de pernas cruzadas com o obstáculo no meio. Jogue o braço oposto ao da perna que está à frente, trocando com um salto.

Informações baseadas no site:

As varizes têm predisposição genética



Alguns vasinhos de sangue que aparecem nas pernas, e que muitos acham ser varizes, são na verdade veias dilatadas que ficam saltadas na pele.

Este problema é mais incidente em mulheres, idosos, sedentários e obesos.

A maior incidência de varizes na população adulta está entre as mulheres, cerca de 15%. Entre os homens esta incidência chega aos 5%. Cerca de 80% dos casos têm origem familiar; os demais estão ligados à maus hábitos de vida. Adultos que tenham predisposição genética podem apresentar os sinais por volta dos 25 anos. As crianças não apresentam o problema porque o caminho do sangue pelo corpo é menor.

O sangue sai do coração através das artérias, a fim de nutrir e suprir o corpo com oxigênio. O trajeto inverso, ou seja, do corpo para o coração é feito pelas veias, estas possuem válvulas. Para que o sangue das pernas retorne ao coração é preciso vencer a força da gravidade, e muitas vezes as válvulas não dão conta do recado e o sangue acaba se acumulando e alargando as paredes, tornando-as grossas, fazendo com que fiquem visíveis na pele. Este problema pode ser agravado nas pessoas que passam longos períodos em pé ou de salto alto. Os sintomas podem ser sensação de queimação, dor ou coceira. Em casos mais graves, a dilatação pode causar úlceras (feridas) na pele.

Quando os sintomas começam a aparecer comprometendo a circulação é hora de passar pela operação. Pessoas que já fizeram cirurgia devido às varizes, após alguns anos podem ter que passar novamente, já que o problema é reincidente.

Mulheres grávidas apresentam mais veias dilatadas, pois quando o útero cresce comprime algumas veias, comprometendo o retorno do sangue das pernas para o coração. Após o nascimento do bebê a situação se normaliza.

As varizes são dependentes da posição e da movimentação do corpo, desta forma a alimentação não é capaz de prevenir seu aparecimento. Porém, é bom lembrar que o excesso de peso pode dificultar a mobilidade das pessoas, comprometendo desta forma a circulação sanguínea.

É importante manter a batata da perna em movimento. Isto previne o aparecimento de varizes, já que a panturrilha é considerada o “segundo coração”, sendo responsável por cerca de 70% do trabalho de retorno sanguíneo ao coração.

Subir escadas, rampas, pedalar com a ponta dos pés e caminhar de forma ritmada evitam inchaços, varizes e tromboses (coágulo no vaso sanguíneo).


Informações baseadas nos sites:

http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2011/03/altura-pode-influenciar-no-aparecimento-de-varizes-diz-medico.html

segunda-feira, 11 de março de 2013

SÍNDROME DO TÚNEL DO CARPO



O Túnel do carpo consiste em um canal formado por pequenos ossos situados no punho e um ligamento transverso, que compõe o teto do túnel. Por esse canal, passam o nervo mediano e nove tendões responsáveis pela flexão dos dedos.
O nervo mediano vem do antebraço e passa para a mão através desse canal estreito, enerva o polegar, as duas faces do indicador e do dedo médio e a face interna do quarto dedo. 


A síndrome do túnel do carpo (STC) refere-se a uma neuropatia resultante da compressão do nervo mediano no canal do carpo. Tal canal tem aproximadamente 3 cm de largura e continua proximalmente com a fáscia antebraquial. O ligamento anular do carpo delimita o túnel na região ventral e os ossos o delimitam na região dorsal. Essas características anatômicas fazem dele um túnel rígido e qualquer aumento de pressão em seu interior comprime o nervo mediano contra o ligamento transverso, gerando a STC. 

A STC é uma doença muito comum entre mulheres na faixa de 35 a 60 anos.
A causa mais comum é inflamação crônica inespecífica dos tendões flexores dos dedos, que passam juntamente com o nervo na região do punho. Existem, contudo, várias doenças ou situações que predispõem o aparecimento da STC, como por exemplo: problemas de tiróide, amiloidose, diabetes, fraturas recentes ou antigas na região do punho, algumas formas de reumatismo como artrite reumatóide e gravidez. pessoas com índice de massa corporal mais elevado (obesas) e punho com tendência ao formato quadrado; algumas atividades profissionais que envolvem flexão contínua dos dedos podem desencadear sintomas de compressão do nervo.

Os diabéticos são mais suscetíveis a desenvolver a síndrome não só por causa da alteração do tecido sinovial, mas também porque o nervo mediano apresenta alterações secundárias decorrentes da glicemia elevada.
Os sintomas caracterizam-se por dormência e formigamento nas mãos, principalmente nas extremidades dos dedos indicador, médio e anular; em quase 2/3 dos casos é bilateral. A sensação de formigamento se manifesta mais à noite por causa da retenção de líquido comum nesse período. Depois disso, a deterioração da sensibilidade dificulta manipular estruturas pequenas e executar tarefas simples. Algumas vezes pode surgir dor em todo membro superior; também são frequentes as sensações de choques em determinadas posições da mão como segurar um objeto com força, segurar volante do carro ou descascar frutas e legumes. 

O diagnóstico da STC pode-se recorrer aos exames de imagem, um dos principais exames por imagem utilizados é o ultra-som, que possui baixo custo para sua realização, sendo rápido, dinâmico e com resposta em tempo real. Já a ressonância magnética, apesar do elevado custo, proporciona mais dados diagnósticos e anatômicos, com diversos planos de imagem. Tanto a ressonância magnética como o ultra-som podem mostrar doenças do túnel do carpo em pacientes com STC de forma mais definida do que os demais métodos de imagem. Contudo, o diagnóstico de STC é eminentemente clínico, sendo o exame complementar de imagem.
Existem dois testes que ajudam a estabelecer o diagnóstico clínico: o teste de Phalen e o teste de Tinel. O primeiro consiste em dobrar o punho do paciente e mantê-lo fletido durante um minuto. Como nessa posição aumenta a pressão intracarpeana de quatro a cinco vezes, se houver compressão do nervo, os sintomas pioram na área enervada. O outro teste, que não é tão específico quanto o de Phalen, consiste em percutir o nervo mediano, o que provoca sensação de choque e formigamento se ele estiver comprometido. 

    Embora o diagnóstico seja basicamente clínico, podemos recorrer a um exame complementar, a eletroneuromiografia, para esclarecer alguns casos. Nesse exame os nervos do antebraço, punho e dedos são estimulados por choques de pequena intensidade sendo o resultado medido na tela do aparelho.

O tratamento deve levar em conta o grau de comprometimento da doença: leve, moderado e grave. Se for leve, indica-se a colocação de uma órtese, isto é, de um aparelho que mantém o punho em posição de extensão e associar o uso de um antiinflamatório não hormonal por boca. Jamais o punho deve ser enfaixado, pois pode piorar a compressão.

É importante que as pessoas se adaptem ao ambiente de trabalho para reduzir movimentos inadequados e repousar nas atividades desencadeantes ao aumento da sintomatologia. Um plano fisioterapêutico deve ser seguido se houver uma restrição da mobilidade articular. O tratamento de fortalecimento deve ser iniciado com exercícios isométricos suaves e dinâmicos para aumentar a resistência à fadiga nos músculos estabilizadores, preparando o paciente para o retorno às atividades funcionais.

FISIOTERAPIA

1ª Fase (após a cirurgia): os pacientes são orientados a elevar o membro acima do coração, associando com exercícios de flexão e extensão de dedos.

2ª Fase (após a retirada da imobilização e dos pontos cirúrgicos): enfatiza-se a mobilização ativa para aliviar a dor, reduzir o edema e ganhar ADM; o ultra-som no modo pulsado; TENS; crioterapia; massagem; exercícios ativos para ganho no ADM de punho; exercício de deslizamento diferencial dos tendões flexores e exercícios de deslizamento neural.

3ª Fase (retorno nas atividades): exercícios de alongamento dos flexores de dedos e punho e exercícios com resistência progressivamente com pesos livres para o membro.

Inicialmente a fisioterapia tem como objetivos reparar tecidos, promover analgesia e cicatrização.

·  Ultra-som no modo contínuo: permite um aumento da velocidade de condução do nervo sensorial e motor, a extensibilidade das estruturas ricas em colágeno, a deposição de colágeno e o fluxo sangüíneo no local da lesão.
· TENS: é eficiente tanto na dessensibilização do SNC, como nas fibras nociceptivas.
·  Massoterapia: promove analgesia e relaxamento muscular, além de aumentar o fluxo sangüíneo, a mobilidade e flexibilidade articular.
·  Crioterapia: promove a retirada de calor local, diminui o quadro álgico, além de ação antiinflamatória e relaxante muscular.

Nos casos em que o tratamento por imobilização falha ou naqueles nos quais o exame eletroneuromiográfico revela compressão mais grave do nervo devem ser submetidos à cirurgia. O objetivo da cirurgia é abrir o canal por onde o nervo passa, resolvendo o problema definitivamente na maioria dos casos. Quando o nervo fica comprimido muito tempo pode haver atrofia definitiva com pouca recuperação mesmo após a cirurgia.



CIRCULAÇÃO SANGUÍNEA NO SISTEMA NERVOSO CENTRAL



O SNC é irrigado basicamente por dois sistemas arteriais: o sistema carotídeo e o sistema vertebral.

As artérias carótidas internas sobem no pescoço e, após penetrarem no crânio, dão origem a dois ramos principais: a artéria cerebral anterior e a artéria cerebral média.
A artéria cerebral anterior acompanha o sulco situado acima do corpo caloso e origina ramos na face medial do cérebro.
A artéria cerebral média acompanha o sulco lateral e origina vários ramos na face dorso-lateral do cérebro.
As artérias vertebrais penetram no crânio através do forame magno e dão ramos que irrigarão a medula e o cerebelo, tais ramos irão se fundir na face ventral da ponte formando a artéria basilar.
A artéria basilar dá origem a ramos que vão para o tronco encefálico e o cerebelo e se divide em duas artérias cerebrais posteriores, estas irrigarão a superfície inferior do cérebro.
O círculo arterial da base do cérebro consiste nas ligações entre as artérias que irrigam o cérebro, ele se forma assim:
· As duas artérias cerebrais anteriores estão ligadas através da artéria comunicante anterior;
·  As artérias cerebrais posteriores estão ligadas às artérias carótidas internas pelas artérias comunicantes posteriores.

 O sangue que circula nos órgão do SNC chega a um conjunto de veias cerebrais, deságuam nos seios da dura-máter, que o leva até as veias jugulares, de onde ele passa às veias cavas e retorna ao coração.
A circulação cerebral é importante já que as células nervosas necessitam de oxigênio e glicose. A perda da circulação pode gerar falta de consciência, danos irreversíveis ou até a morte.
Os capilares sanguíneos cerebrais não são fenestrados, ou seja, suas células endoteliais são ligadas por junções de impermeabilização. Logo, ocorrerá uma dificuldade na passagem de substâncias do sangue para o tecido nervoso ou para o líquor. Essas barreiras são conhecidas como barreira hematoencefálica e barreira hematoliquórica, elas são permeáveis a pequenas moléculas solúveis em lípides, mas impedem a passagem de moléculas maiores, exercendo uma função de proteção.

MENINGES E LÍQUOR




A dura-máter, membrana mais externa e mais espessa, encontra-se justaposta internamente aos ossos do crânio. Tal meninge dá origem a duas pregas:
·                   a foice do cérebro, situada entre os dois hemisférios cerebrais, e
·                   a tenda do cerebelo, situada entre o cérebro e o cerebelo.

Nos pontos de formação das pregas existem cavidades tubulares que são revestidas por endotélio, constituindo os seios da dura-máter, local onde circula sangue venoso.
No local onde se forma a foice do cérebro localiza-se o seio sagital superior.
No ponto de inserção da tenda do cerebelo está o seio transverso.
No encontro da tenda do cerebelo com a foice do cérebro está o seio reto.
Na base do crânio encontra-se ainda o seio cavernoso, que é atravessado pela artéria carótida interna quando esta penetra o crânio.

A dura-máter é separada da aracnóide pelo espaço subdural, e a aracnóde é separada da pia-máter pelo espaço subaracnóideo, local onde circula o líquor.
Em alguns locais o espaço subaracnóide se alarga, formando as cisternas subaracnóides. Como exemplos temos a cisterna magna (entre o cerebelo e o bulbo) e a cisterna lombar (abaixo do ponto onde termina a medula espinhal e se encontra a cauda eqüina). Nesses locais podem ser realizadas punções a fim de retirar o líquor ou injetar substâncias.

O líquor, também conhecido como líquido cérebro-espinhal, é um líquido cristalino encontrado no interior dos ventrículos cerebrais e no espaço subaracnóideo. Ele é produzido a partir do sangue, na região dos plexos corióides e na parede dos ventrículos. Depois de circular no interior deles, o líquor segue para o espaço subaracnóideo através das aberturas do 4º ventrículo. Logo, o líquor retorna ao sangue, sendo rebsorvido na região das granulações aracnóideas, que são projeções da aracnóide para o iinterior dos seios da dura-máter.

Caso ocorra algum defeito de reabsorção ou um bloqueio na circulação do líquor, o indivíduo pode apresentar hidrocefalia.


O líquor exerce um papel de proteção do sistema nervoso, além de ser um meio de troca de substâncias com o tecido nervoso.