quinta-feira, 25 de abril de 2013

DISTÚRBIOS MENSTRUAIS


PADRÕES DE SANGRAMENTO:
· Menstruação normal - fluxo menstrual com duração de três a oito dias com perda sangüínea de 30 a 80ml; ciclo com duração de 30±4 dias.
· Menstruação anormal - sangramento que ocorre a intervalos de 21 dias ou menos, com mais de sete dias de fluxo e/ou volume total > 80ml.
· Amenorréia - ausência completa de menstruação em uma mulher na fase reprodutiva da vida.
- primária: ausência de menarca aos 16 anos de idade;
- secundária: ausência de menstruação por mais de seis meses ou pelo menos três dos intervalos de ciclos menstruais precedentes em uma mulher que tenha ciclos menstruais normais previamente.
· Oligomenorréia - ciclos menstruais com intervalos maiores que 40 dias.
· Polimenorréia - ciclos regulares com intervalos de 21 dias ou menos.
· Hipermenorréia (menorragia) - sangramento uterino excessivo em quantidade e duração, ocorrendo a intervalos regulares.
· Metrorragia - Sangramento uterino geralmente não-excessivo ocorrendo em intervalos irregulares.
· Menometrorragia - Sangramento uterino geralmente excessivo e prolongado ocorrendo a intervalos irregulares.
· Hipomenorréia - Sangramento uterino regular mas reduzido em quantidade.
· Sangramento intermenstrual - Sangramento que ocorre entre ciclos menstruais regulares.

SANGRAMENTO UTERINO DISFUNCIONAL
É definido como sangramento anormal no qual não se identificam causas orgânicas através de história clínica ou exames físico e ginecológico.
Resulta, geralmente, de anovulação em uma mulher com bons níveis de estrogênio. Deve-se descartar a possibilidade de lesões do trato reprodutor, doenças crônicas e distúrbios da coagulação.

DISMENORRÉIA 

    Também conhecida como cólica menstrual, é a dor pélvica que ocorre antes ou durante o período menstrual, de modo cíclico. 

    A dismenorréia pode ser primária ou secundária, de acordo com a presença ou não de alterações estruturais do aparelho reprodutivo feminino. 

* Dismenorréia primária: é a menstruação dolorosa na ausência de lesões nos órgãos pélvicos. Geralmente, acompanha os ciclos menstruais normais e ocorre logo após as primeiras menstruações, cessando ou diminuindo de intensidade em torno dos 20 e poucos anos ou com a gravidez. É devida ao aumento da produção de algumas substâncias pelo útero chamadas de prostaglandinas, que promovem contrações uterinas dolorosas. 

* Dismenorréia secundária: está associada a alterações do sistema reprodutivo, como endometriose, miomas uterinos, infecção pélvica, anormalidades congênitas da anatomia do útero ou da vagina, uso de DIU como método anticoncepcional, entre outras. Comumente ocorre após dois anos da menarca.
A dismenorréia causa cólica, desconforto, sensação de peso no ventre ou nas costas. A dor pode ser moderada, causando, além do desconforto, sensação de mal-estar, diarréia e dor de cabeça. Também pode ser muito forte, incapacitando a mulher de realizar suas atividades, durando de dois a sete dias e sendo acompanhada de transtorno gastrointestinal inclusive com vômitos, dor referida nas costas, nas coxas e cefaléia. 

    O diagnóstico é basicamente clínico baseado na história e no exame físico e ginecológico, necessitando, algumas vezes, de exames complementares que excluam outras causas de dor, tais como dosagens hormonais, ecografia transvaginal e laparoscopia, quando não há melhora com ACO + AINE. 

    O tratamento da dismenorréia primária inclui o uso de antiinflamatórios não esteróides, anticoncepcionais. O exercício físico moderado e regular e medidas gerais, como bolsa de água quente, banho morno e massagens relaxantes auxiliam no alívio da dor. 

    O tratamento da dismenorréia secundária é avaliado conforme cada caso. 

AMENORRÉIA
É a ausência de menstruação, e pode ser classificada em:
* Primária – Ausência de menstruação após 14 anos sem desenvolvimento de características sexuais da mulher ou após 16 anos independentes do aparecimento ou não dos caracteres sexuais secundários.
* Secundária – Ausência do período menstrual por pelo menos três ciclos consecutivos.

    A amenorréia pode ocorrer devido a fatores fisiológicos, anatômicos, à anovulação crônica de origem central, à síndrome dos ovários policísticos, a fatores  endócrinos, falência ovariana prematura, genéticos.
    O diagnóstico se dá pela ausência da menstruação e pelos exames complementares: Teste de gravidez, teste da progesterona, dosagem de prolactina no sangue, dosagem de FSH e LH no sangue, dosagem de hormônios tireoidianos, ultrassonografia, exame radiológico de sela túrcica.
    O tratamento depende da causa, logo:
  • Amenorréia fisiológica – reposição hormonal após 6 meses de ausência de ciclo menstrual.
  • Anorexia nervosa – psicoterapia
  • Tumores hipofisários – terapia medicamentosa ou cirúrgica
  • SOP – perda de peso pode ajudar. Se não desejar engravidar utilizar anticoncepcional oral. No caso de desejo de gravidez utilizar indutor de ovulação
  • Amenorréia de origem central – pode se utilizar indutor de ovulação ou reposição hormonal
HIPOMENORREIA
  Refere-se a ciclos regulares compequena quantidade de sangue ou com tempo do sangramento diminuído.
  Ocorre devido a uma descamação superficial insuficiente da mucosa, seguida de proliferação, ou, também, pode ser um endométrio insuficientemente desenvolvido (insuficiência ovariana, fatores hipotalâmicos).

OLIGOMENORREIA

    Refere-se às menstruações raras, depois períodos mais atrasados de 35 dias, às vezes somente 1-4 vezes por ano.
    Às vezes ela aparece pouco antes da parada completa dos ciclos.
    Deve-se à ciclos ovulatórios com a fase proliferativa e extremamente demorada; à ciclos monofásicos anovulatórios persistindo um folículo, mas sem formar corpo lúteo; ou à deficiência de maturação (endométrio atrófico).
    O tratamento requer administração de gonadotrofinas ou progesterona, no caso da insuficiência do  corpo lúteo.

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